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Brasília – A Cimeira da América Latina e do Caribe (CALC) que teve lugar em Salvador da Baía, no Brasil, e que terminou na quarta-feira foi um acontecimento importante para a definição do país hospedeiro como líder regional na América do Sul.
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A ideia de realizar o encontro surgiu durante a visita do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a Havana, em Janeiro. As consultas diplomáticas foram feitas no mês seguinte, por ordem de Lula da Silva e o acerto final sobre a data da CALC foi feito em Outubro. A ideia foi aproveitar a cimeira da Mercosul, que tradicionalmente ocorre em Dezembro, e aproximar o encontro da data de confirmação do presidente americano eleito, que ocorreu no dia 15 de Novembro.
O governo de Lula da Silva trabalha neste momento para fazer pressão e por fim ao embargo imposto pelos EUA a Cuba desde 1962. O Brasil tomou essa decisão por interesses económicos e comerciais e para convencer os outros países que tem condições de agir como um interlocutor confiável e respeitável de conflitos internacionais. Para Cuba interessa ampliar suas relações estratégicas com outros países da América Latina para não se converter num país dependente de Caracas. O pedido do fim do embargo a Cuba foi incluído na declaração oficial emitida após o encontro e foi subscrito pelos representantes de todas as delegações presentes. Para além da questão do embargo a Cuba consta também do documento uma recomendação aos países desenvolvidos. A declaração atribui-lhes a tarefa de solucionar a crise financeira internacional uma vez que, como «foram os causadores da crise», «devem assumir os custos de sua solução». É ainda defendida a «participação activa dos países em desenvolvimento para construir uma nova arquitectura do sistema financeiro mundial» e ainda é feito um alerta para o compromisso de acelerar os programas sociais para que sejam cumpridos os objectivos do Milénio, relativos à erradicação da pobreza e à melhoria das condição de vida nos países subdesenvolvidos. Foi a primeira vez que a CALC convocou os presidentes de toda a região sem a presença dos Estados Unidos e da União Europeia. |